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Tudo o que você precisa saber sobre Cidades Inteligentes – Smart Cities

Qual a definição de Cidades Inteligentes?

O que é uma Cidade Inteligente (Smart City)?

De maneira geral, o conceito de Cidade Inteligente é um projeto derivado de uma cidade virtual, projetada de acordo com as necessidades que possam vir a ser sanadas com a ajuda da tecnologia. Assim, os vários meios da cidade, como residências, comércios, empresas e indústrias são interligados eletronicamente. Os computadores, sistemas e aplicativos auxiliam, ainda, no controle, segurança e organização dos ambientes e das relações humanas, empresariais e governamentais. As cidades inteligentes podem ser definidas, sobretudo, como cidades criativas e sustentáveis, que fazem o uso da tecnologia com a participação e integração da comunidade. Porém, a pergunta que fica é: Como essas tecnologias são integradas e projetadas nas cidades?

Cidades Inteligentes, IoT, Big Data e Governança Algorítmica

 

 

 

 

 

 

 

 

As tecnologias da informação e da comunicação são as grandes responsáveis pelo desenvolvimento das cidades inteligentes. Isso implica na criação de diversos tipos de tecnologias que auxiliam o desenvolvimento de novos projetos, trazendo como consequência, benefícios e melhorias na qualidade de vida de quem as utiliza. Sejam sensores de temperatura, pressão, e iluminação, sejam sensores de presença, umidade, som etc. Desse modo, os três pilares em que as Smart Cities concentram-se são:

Internet das coisas (IoT) – Objetos e ambientes que possuem capacidade de se comunicar com aplicativos. Eles enviam e recebem informações, criando gráficos, disponibilizando dados etc.;

– Big Data – Todos os dados disponibilizados são criptografados e salvos, ficando disponíveis para gestores e para a sociedade que deseja analisá-los. Torna possível, assim, uma tomada de decisões mais seguras;

– Governança Algorítmica – Algoritmos criados para gestão e planejamento, baseados em números e dados concretos e seguros, aplicados à vida urbana.

Ademais, sabendo dos três pilares indispensáveis que servem de base para as Smart Cities, passa-se à fase de implementação de sensores. Esses sistemas são inteligentes, automatizados e integrados aos ambientes e equipamentos.

Como funciona a IoT?

A Internet das Coisas, ou, IoT, é uma forma de conexão de objetos à internet. Assim, os objetos – as coisas – estão conectados de modo inteligente e passam a “sentir” o mundo ao redor e interagir conosco. Utilizando-se da tecnologia LoRa (sigla em inglês para Long Range Radio), os equipamentos podem enviar e receber informações, em tempo real, sem interferência de outros sinais, por longas distâncias e bateria que não precisa ser trocada por anos! Quando imaginaríamos que a tecnologia chegaria a esse ponto? Seria a IoT o nosso futuro?

Aplicações de IoT em Smart Cities

Já imaginou um semáforo inteligente, que abre e fecha de acordo com o número de carros e pedestres em cada pista? Ou um sistema que recolhe o lixo de acordo com avisos enviados automaticamente sobre a quantidade de lixo a ser recolhida? Ou sistemas que irrigam os jardins de acordo com a umidade do ar? Ou até mesmo sistemas de controle de bueiros, que avisam sobre entupimentos e mal cheiro? E se todas as bicicletas da cidade fossem compartilhadas por meio de aplicativos? Todos esses serviços são fruto do desenvolvimento de tecnologias para cidades inteligentes, que já existem e podem ser (ou já foram) implantados em projetos futuros. É, inegavelmente, uma evolução enorme para a qualidade de vida das pessoas que fazem parte de determinada cidade ou bairro. Essa infraestrutura tecnológica, de conectividade entre objetos e a internet existe graças à Internet das Coisas! E pode, além das funções citadas acima, ter outros diversos tipos de benefícios.

Infraestrutura das Cidades Inteligentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Toda a infraestrutura das cidades é projetada de acordo com o planejamento e formas de tecnologias disponíveis. Os sistemas de transporte, saneamento, lixo, hidráulico, viário etc., que fazem parte dos projetos, são interativos. Ao passo que sensores dos mais variados tipos são instalados nas cidades e nos equipamentos, de maneira a trocar informações com serviços e aplicativos sem o intermédio humano. Tudo isso de forma rápida, simples e segura. Ou seja, as cidades inteligentes economizam milhares (ou até milhões) de reais por ano, simplesmente por poder prever problemas, situações desagradáveis e manutenções preventivas!  De tal forma, criam prognósticos de eventos que não seriam possíveis de se prever sem a devida tecnologia e conectividade. Como consequência, esses equipamentos, sistemas e sensores auxiliam, ainda, na racionalização do consumo de recursos naturais.

Cidades Inteligentes e Sustentáveis

O uso estratégico da infraestrutura, dos serviços, do planejamento urbano e da comunidade implica na melhoria e agilidade dos processos que envolvem necessidades sociais e econômicas de determinada Smart City. Importante ressaltar que sustentabilidade é a capacidade do ser humano de interagir com o mundo, de modo a preservar os recursos naturais atuais para uma utilização futura e duradoura. O planejamento das cidades inteligentes é adaptado levando-se em consideração a mudança climatológica, o uso consciente do solo, os materiais sustentáveis utilizados nas obras, o transporte público de qualidade e de energia limpa, e todas as formas de reciclagem e reutilização de materiais. Porém, por trás das máquinas, existem pessoas! E é indispensável que façamos a nossa parte.

Cidades Humanas e Inteligentes, além de Sustentáveis

Além da preservação do meio ambiente, a sustentabilidade tem a ver com as relações humanas e o legado que fica. A “comunidade inteligente” de uma cidade inteligente é responsável por comportamentos que permeiam o estilo de vida do sistema como um todo. Sendo assim, cada indivíduo dessas comunidades tem um papel que impacta diretamente na vida da sociedade. Enquanto os equipamentos e sensores nos fornecem informações sobre economia de água, reciclagem e serviços ecologicamente corretos, nosso papel, como seres humanos, caminha junto à tecnologia, de forma a reduzir o consumo exagerado e as desigualdades sociais. É possível desenvolver uma Cidade Inteligente se a comunidade for integrada e respeitosa com as regras de convivência. Todos fazem parte do sistema que preza por melhores condições em todos os aspectos. Não podemos nos achar melhores nem piores que outras pessoas, certo? Por isso, a acessibilidade vem ganhando espaço nos projetos. Nada mais justo!

Acessibilidade

A acessibilidade é uma preocupação constante na arquitetura e urbanismo nas últimas décadas. As cidades inteligentes estão incluídas nesse processo, fornecendo condições dignas às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Sendo assim, os espaços públicos e coletivos são projetados de forma que sua utilização seja com total segurança e autonomia para os utilizadores. São instaladas rampas, equipamentos adaptados, mobiliário, transporte coletivo etc. Como dito anteriormente, cada pessoa da comunidade inteligente é integrante ativo do processo de melhoria e desenvolvimento de tecnologias para a integração social.

Como conter os invasores e manter a paz nas Cidades Inteligentes?

Segurança física nas Cidades Inteligentes

Pensar em cidades modernas, acessíveis, conectadas e inteligentes, sem pensar em formas de garantir a segurança dos moradores e trabalhadores dos bairros e cidades, é algo que não pode ser deixado de lado. Por conta disso, iniciativas devem ser tomadas graças ao desenvolvimento de tecnologias assistivas para Cidades Inteligentes. A instalação de câmeras espalhadas pela cidade, transmitindo as imagens em tempo real, 24 horas por dia, com acesso para todos os moradores é um exemplo. Podemos citar, ainda, os botões S.O.S. desenvolvidos para avisar com apenas um clique, aqueles contatos cadastrados nas listas de preferências. A racionalização dos horários, de forma que a cidade funcione 24 horas por dia, protege aquelas pessoas que tem hábitos noturnos. O desenvolvimento de promoções da segurança por meio de atividades educacionais, culturais, esportivas e recreativas também é levado em consideração. Tudo isso aliado ao policiamento tradicional.

Segurança de Dados nas Cidades Inteligentes

Além da segurança física, outro aspecto que faz parte do desenvolvimento de tecnologias é a segurança de dados e de invasões cibernéticas. A implementação de sistemas de contra inteligência e barreiras que impedem ataques hackers fazem parte das Smart Cities, uma vez que as informações da comunidade estão salvas em nuvem. Apesar de criptografados, os dados podem sofrer ataques digitais. Então, a equipe de segurança das Cidades Inteligentes garante que os invasores não acessem esses dados. A segurança das informações passa por um trabalho conjunto, entre os fabricantes de sensores, atuadores, provedores de gateway e desenvolvedores de TI.

Vantagens

As cidades inteligentes diferenciam-se das cidades tradicionais por terem agregado tecnologias e serviços modernos ao estilo de vida da comunidade. Como consequência, a qualidade de vida passa a ser o norte das cidades. Desde o planejamento até a execução, passando pelos feedbacks sociais e pelas experiências em outros tipos de cidades. Dentre as múltiplas vantagens de se viver em uma cidade inteligente, estão: o aprimoramento dos serviços de transporte, o desenvolvimento de novos modelos sustentáveis e acessíveis, serviços de emergência mais eficazes e organizados, ambientes escolares tecnológicos e inclusivos, substituição de materiais físicos por digitais, serviços de educação, saúde e segurança otimizados etc. Além das tecnologias e ambientalização moderna, os cidadãos das Smart Cities fazem parte dela. Dessa forma, são engajados em atividades físicas e culturais promovidas pela própria comunidade. Possuem, ainda, espaços e incentivos destinados à preferência de cada morador. Para entender melhor como funcionam, vamos aos exemplos de cidades inteligentes ao redor do Mundo.

Cidades Inteligentes no Mundo

Segundo o IESE Cities in Motion Index, as 3 cidades mais inteligentes do mundo são Nova Iorque, Londres e Paris, respectivamente. Para chegar ao resultado, foram levadas em conta nove dimensões, sendo elas:

  1. Capital Humano
  2. Coesão Social
  3. Economia
  4. Meio Ambiente
  5. Governança
  6. Planejamento Urbano
  7. Alcance Internacional
  8. Tecnologia
  9. Mobilidade

Cada cidade possui uma particularidade que as leva para o topo do ranking. Nova Iorque, por exemplo, além do uso das tecnologias inteligentes, possui o centro econômico mais importante do mundo, além do melhor planejamento urbano. Já Londres ocupa a segunda colocação devido à diversidade de capitais humanos e à quantidade de escolas e universidades de qualidade. Paris, que aparece em terceiro lugar na lista, é exemplo em mobilidade, graças aos sistemas de compartilhamento de bicicletas, trens de alta velocidade e metrôs. Não basta que a cidade inteligente seja ambientalmente agradável, simplesmente. Ela deve ter baixos índices de criminalidade, desemprego e desigualdades sociais. Apesar da popularização mundial, os projetos e engajamento político no desenvolvimento dessas cidades no Brasil está apenas começando. Temos um longo caminho a percorrer.

Projetos de Cidades Inteligentes no Brasil

Apesar de muito recente, as Smart Cities estão começando a ser conhecidas em nosso país. Na cidade de São Gonçalo do Amarante, no Ceará e Palhoça, em Santa Catarina, projetos de cidades (Smart Cities) e bairros (Smart Villages) inteligentes já foram feitos e estão em fase de implantação. Das grandes cidades que são consideradas referência nesse aspecto, podemos citar Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

                Smart City Laguna (CE)

Considerada uma cidade inteligente social, oferece aos cidadãos um alto padrão de infraestrutura, inovação e tecnologia, prezando pelo convívio humano e cultural. É um projeto resiliente, inclusivo e acessível, de forma a garantir a qualidade de vida dos moradores e trabalhadores.

                Pedra Branca (SC)

Uma comunidade onde os moradores e trabalhadores moram, trabalham, estudam e se divertem em harmonia com a natureza à poucos passos das moradias e atividades praticadas. Sustentabilidade é a inspiração do projeto, que busca um ponto de equilíbrio entre ocupação urbana e respeito ambiental.

                Curitiba (PR)

Curitiba foi eleita, em 2018, a cidade mais inteligente e conectada do Brasil, segundo a Connected Smart Cities. Dentre os indicadores, os principais levados em consideração foram mobilidade, urbanismo, educação, economia, governança, saúde, segurança, tecnologia, energia e meio ambiente. Além disso, Curitiba é referência em gestão governamental tecnológica e transparente.

                Belo Horizonte (MG)

Belo Horizonte lançou, em 2017, um plano estratégico chamado “Belo Horizonte Cidade Inteligente”. Esse programa tem levado à implementação de transformações voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias em serviços, governança, meio ambiente, cidadania, sustentabilidade, mobilidade etc. Além, é claro, do incentivo à tecnologia e Startups, no Parque Tecnológico de Belo Horizonte.

                Rio de Janeiro (RJ)

Após as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol, o Rio de Janeiro subiu posições na classificação de cidades brasileiras inteligentes. Desde o aperfeiçoamento dos Data Centers à melhoria dos serviços de infraestrutura e restauração de áreas degradadas. Foram criados, ainda, centros comunitários de lazer e esportes. Desenvolveram novos sistemas de pagamento e investiram fortemente em telecomunicações e internet.

                São Paulo (SP)

São Paulo foi eleita, em 2018, a segunda cidade mais inteligente e conectada do Brasil, segundo a Connected Smart Cities. Dentre os principais indicadores que fizeram a cidade se destacar, pode-se dizer que mobilidade e acessibilidade sustentaram a boa pontuação da cidade. O nível de empreendedorismo vem logo após, ainda que existam desigualdades sociais que prejudicam a rotulação de Cidade Inteligente.

Previsões financeiras para o futuro das Cidades Inteligentes

 

 

 

 

 

 

 

 

A International Data Corporation – IDC – estima que, em 2019, os investimentos em tecnologias e implantações dessas cidades alcançarão U$ 95.8 bilhões. Esse resultado indica um aumento de 17,7% em relação a 2018. Singapura, Nova Iorque, Tóquio e Londres investirão, somente este ano, U$ 1 bilhão, cada uma, em programas de Smart Cities. Devido a esse crescimento acelerado, as estimativas de investimentos futuros vem sendo otimistas. Veja o gráfico temporal de investimentos em Cidades Inteligentes ao redor do Mundo.

Otimização das Cidades Inteligentes

Existem empresas que buscam soluções para Smart Cities. Isso significa usar a rede LoRa para controlar a iluminação pública, o monitoramento ambiental e vários outros itens da infraestrutura de uma cidade. Com essa tecnologia, é possível, até mesmo, gerar relatórios de falhas e otimizar esse sistema, corrigindo mais rapidamente seus problemas.

Além disso, é possível controlar as estradas, gerenciar autovias, usar sensores para medir a temperatura das estradas, saber quantas vagas estão livres em um estacionamento, dentre outras funções. Portanto, a tecnologia LoRa possibilita a transmissão de dados a todo instante, através de milhões de objetos conectados. Espera-se que, cada vez mais, essas redes se popularizem, ajudando instituições e pessoas a otimizar o uso da IoT. Sem dúvidas, uma revolução em nosso modo de vida.

Uma rede de Internet das Coisas fundada no Brasil

A Nestin é uma operadora de internet das coisas, fundada no Brasil. Possui tecnologia para conectar qualquer dispositivo à nuvem. A Nestin criou um módulo chamado Easy Connect, que você pode usar para conectar sensores e dispositivos diversos. Podendo disponibilizar, de forma automática, os dados na sua tela sem que você precise ser engenheiro de telecom.

Orlan Almeida

Paixão pela área de Internet das Coisas. Engenheiro de Telecomunicações, com 10 anos de experiência em desenvolvimento de soluções de IoT com as tecnologias LORA, SIGFOX, GSM, RFID, BLUETOOTH, ISM, GPS e etc. Experiência de mais de 10 anos com gestão de projetos de tecnologia e de equipes multidisciplinares. Consultor para homologação de produtos junto à Anatel e outros órgãos reguladores. Especialista em pesquisa de opinião, tratamento de dados e análise estatística (+ de 15 anos atuando na área). Empreendedor com primeiro exit em 2012. Entusiasta e apoiador do ecossistema de startups em geral, ministrando palestras, mentorias e consultorias no ambiente de inovação.