Internet das coisas: Panorama do Brasil.

A Internet das Coisas é uma rede de objetos físicos, é a extensão da internet que conhecemos hoje. Veículos, prédios, dispositivos, acessórios – todos com capacidade de se conectarem à internet e se comunicarem entre si.

A conexão com essa rede permite que os objetos sejam acessados. Isso tem ganhado visibilidade em todo o mundo e tem transformado a nossa relação com a tecnologia e a maneira como o mundo interage conosco.

A Internet das Coisas está se tornando cada vez mais popular em todo o mundo e, no Brasil, não é diferente. Em 2017, grandes empresas brasileiras, varejistas, bancos e até operadoras de telefonia acompanharam a evolução das conexões entre máquinas, gerando um crescimento de 20,1% em relação ao ano de 2016.

O ano de 2018 para o Brasil será extremamente importante para consolidar essa onda de tecnologia voltada para internet das coisas. O BNDS, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) lançou no final de 2017 o Plano Nacional de IoT que começa a ser implementado no ano de 2018.

Uma das grandes ações de IoT para 2018 está concentrada na área rural e indústria de base, pois possuem uma alta capacidade de desenvolvimento já que são responsáveis pela maior parte do PIB nacional. Máquinas agrícolas conectadas entre si, facilitando o processo de plantio e tornando a agricultura cada vez mais digital. Existe uma variedade de soluções de IoT, como aplicações de irrigação de forma mais racional, evitando o desperdício de água, colheita conforme previsões meteorológicas locais, entre outras soluções que garantem o aumento da qualidade da produção agrícola no Brasil.

Com o “boom” da Internet das Coisas no Brasil, as grandes empresas têm investido em marketing. Por exemplo, ao chegar em um estabelecimento, o cliente recebe uma mensagem ou notificação sobre a promoção de um produto que ele demonstrou interesse quando navegava na loja virtual. As empresas estão investindo continuamente em inovação para conseguir conquistar os consumidores e fidelizar clientes. O investimento em Internet das Coisas otimiza a experiência dos consumidores, impulsionando o negócio e gerando receita para as empresas.

As empresas no Brasil começam a usar a Internet das Coisas na otimização do estoque, pois ela auxilia os profissionais a rastrearem a saída de produtos e identifica os itens que estão próximos da sua data de vencimento. Como isso tem acontecido? São colocados sensores dentro das lojas. Esses sensores são capazes de detectar quando uma prateleira está vazia, assim o estoque direciona os itens com mais agilidade, evitando que o consumidor, ao chegar na loja, não consiga encontrar o produto que ele deseja.

Muitos analistas de empresas americanas comercializam seus dados, enquanto a Europa acaba ficando para trás. Reconhecendo esse atraso, a Comissão Europeia passou a incentivar o uso de tecnologias avançadas e a estimular a economia de dados. Incentivado pelo avanço europeu, em 2018,o Brasil começa a evoluir com o projeto de lei que trata da comercialização de dados pessoais. A ideia desse projeto é proteger os titulares dos dados e, ao mesmo tempo, favorecer a utilização de informações pessoais de uma forma ética e segura.

A internet das Coisas vem avançando de maneira sutil no Brasil, mas muitas empresas já visualizam seu potencial a médio e curto prazo. É certo que em um país de dimensões continentais existem muitos desafios como falta de conectividade, falta de um padrão de mercado e até de pessoal qualificado. Apesar de tudo isso, essa é uma realidade que já se faz presente e que não podemos ignorar. E se você, de alguma maneira, acha que conectar as coisas à internet não faz sentido, lembre-se que há dez anos, um único dispositivo do universo da internet das coisas, revolucionou toda a humanidade:

Sim! Estou falando do seu telefone celular (ou deveria chama-lo de smartphone?).

 

 

Orlan Almeida

Paixão pela área de Internet das Coisas. Engenheiro de Telecomunicações, com 10 anos de experiência em desenvolvimento de soluções de IoT com as tecnologias LORA, SIGFOX, GSM, RFID, BLUETOOTH, ISM, GPS e etc. Experiência de mais de 10 anos com gestão de projetos de tecnologia e de equipes multidisciplinares. Consultor para homologação de produtos junto à Anatel e outros órgãos reguladores. Especialista em pesquisa de opinião, tratamento de dados e análise estatística (+ de 15 anos atuando na área). Empreendedor com primeiro exit em 2012. Entusiasta e apoiador do ecossistema de startups em geral, ministrando palestras, mentorias e consultorias no ambiente de inovação.